Impressões: Manila – Filipinas

Por Dani Moro (@d.a.n.i_m.o.r.o)

Eu cheguei na terra da Imelda Marcos… ela não é uma figura admirável, mas carreguei o apelido de Imelda por algum tempo…. De certa forma, ela já foi meu sonho de consumo. O Google mostra que a distância do aeroporto à minha nova casa é de menos de 8 km. Ou seja… 30minutos. Entro no Uber e começo a olhar o celular… Fico presa na Narnia digital quando me dou conta que já passaram 1 hora e o Maps me diz que faltam 2 km. Bom, deve ser acidente…. Pergunto ao motorista o que aconteceu e ele ri. Fico pensando porque ele riu e não sorriu? Ele rapidamente me esclarece… bem-vinda a Manila, madam…. A semana em Manila me faz confirmar o que ele disse, 1 hora é o mínimo que você precisa entre um ponto ou outro da cidade. O que sinceramente gera uma preguiça imensa de fazer qualquer coisa em um calor de inverno insuportável. Preguiça vencida, saio para conhecer uma Manila que oferece contraste de pobreza e riqueza e uma exaltação à cultura ocidental. Talvez o trauma da colonização espanhola tenha gerado uma relação de amor e ódio com o ocidente… No meio da semana me arrependo de não ser preguiçosa…. tentam roubar minha bolsa e não conseguindo, roubam meu cordão de Nossa Senhora. Claro que sei que tenho que agradecer por não ter ocorrido nada grave, mas me dá ódio…. sim sinto ódio… até da Santa… Poxa… eu contava com Ela! Pego um táxi para voltar pra casa e ele pergunta de onde sou e depois pergunta se no seu país também tem pobreza, também tem pessoas pedindo nas ruas… Volto pra casa e fico me questionando qual a minha parte frente a esta pobreza e desigualdade no mundo. Entre terremoto, ataque a bomba em igreja católica e o roubo da corrente da minha Nossa Senhora, me despeço das Filipinas com uma imagem caótica, assim como o trânsito.

Marketing Director, Strategy, Brand Creation and Development, Digital Media, Communication Strategy

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