Curitiba é referência em qualidade de vida e figura facilmente em qualquer lista de melhores cidades para se morar. Morei em Curitiba por alguns anos, vou sempre lá, e me perguntava o motivo de ainda não ter publicado nada da cidade. Enfim, aproveitei minha última viagem para renovar minhas impressões e repassar para vocês se animarem a conhecer um excelente lugar.
A forte influência dos imigrantes europeus em Curitiba, e que ainda hoje mantêm suas tradições, enriquecem ainda mais a diversidade cultural e gastronômica da cidade. São muitos restaurantes típicos, praças, parques, feirinhas, e tudo mais que todos nós gostamos de visitar.
Lugares para conhecer não faltam em Curitiba e a vida do turista ficou mais fácil com a Linha Turismo. O ônibus segue um roteiro passando pelos pontos mais interessantes a serem visitados da cidade. São 24 pontos de parada e o cartão de embarque dá direito a reembarques ilimitados durante 24 horas. O custo do bilhete de R$ 50,00 por passageiro.
Passeio Público

O mais antigo parque da cidade, inaugurado em 1886. O portão de entrada, que remete ao passado, é inspirado no Cemitério de Cães de Paris. Seu interior oferece lagos, uma ponte pênsil e ainda um pequeno zoológico.
Rua 24 Horas

Ponto de encontro dos curitibanos, a Rua 24 Horas atrai turistas e moradores que procuram os bares, restaurantes e lanchonetes do local. O espaço é muito charmoso por sua estrutura tubular. A Rua é uma travessia que liga as ruas Visconde de Nácar e Visconde do Rio Branco.
Jardim Botânico

Acho que é o local mais visitado pelos turistas em Curitiba, é o verdadeiro cartão postal da cidade. A lindíssima estufa de vidro foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres. O parque conta com 178 mil metros quadrados de área verde, jardins e uma estufa com 458 metros quadrados com inúmeras espécies de plantas típicas. Os jardins multicoloridos oferecem uma sensação de beleza e charme, valorizados por uma bela fonte de água.
Museu Oscar Niemeyer

O Museu abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional, com aproximadamente 7 mil obras nas áreas de artes visuais, arquitetura e design. É considerado o maior museu de arte da América Latina, com um espaço de mais de 17 mil metros quadrados de área para exposições. A cada ano realiza em média 20 exposições. Possui uma mostra de longa-duração de obras e objetos asiáticos – esculturas, mobiliário, cerâmica, porcelana, pinturas, objetos em metal, gravuras, caligrafias, têxteis – provenientes de mais de 10 países, como China, Japão, Índia, Paquistão, Butão, Irã, Afeganistão e Myanmar. O prédio ainda conta com esculturas no jardim e no piso do museu, além de um café e uma loja de souvenires. Não tem como deixar esse passeio de fora do seu roteiro.
Parque Tanguá

Para quem gosta de natureza, o local proporciona um dos mais belos momentos de pôr do sol na cidade de Curitiba. Com um mirante de 65 metros, no topo de uma antiga pedreira, os visitantes têm uma visão única dos 235 mil metros quadrados do parque, rodeados por uma imensa área verde, jardins e uma maravilhosa cascata, que não funciona nos períodos mais secos do ano. O espaço ainda conta com uma lanchonete para atender aos visitantes.
Ópera de Arame

A arquitetura única do lugar a distingue de outros pontos turísticos da cidade. Como o Jardim Botânico, se tornou uma parada obrigatória para quem visita Curitiba. Construída em meio à mata, a Ópera de Arame é uma casa de shows e eventos feita inteiramente em estrutura tubular e vidro. O local faz parte do roteiro da Linha Turismo.
Torre Panorâmica

Uma opção bem legal é a Torre Panorâmica que oferece uma visão de 360º a 100 metros de altura. O melhor horário para subir na Torre Panorâmica é ao final da tarde para ver o pôr do sol. O valor da entrada é bastante acessível, vale a pena a experiência.
Bosque do Alemão

O parque homenageia os descendentes germânicos que escolheram Curitiba para viver. O passeio pode começar no prédio do Oratório de Bach, que é a réplica de uma antiga igreja. No local há bistrô onde se pode saborear diversas delícias alemãs. Outro charme do bosque é a estrutura de madeira que conduz ao mirante do parque e oferece uma visão privilegiada da cidade. No parque as crianças vivem uma experiência única, no meio do caminho na mata se deparam com a Casa da Bruxa – onde podem ouvir histórias e conhecer a história de João e Maria.

Na parte baixa do parque fica o Portal Alemão, que é a réplica da fachada da antiga Casa de Mila, uma construção germânica de 1870 que representa um dos principais exemplares da arquitetura da imigração alemã. A antiga casa localizava-se na rua Barão do Serro Azul, no setor histórico de Curitiba e a varanda utilizada na reprodução é a original. Veja o portal em 360 graus.
Bosque João Paulo II

Inaugurado em comemoração à visita do Papa João Paulo II a Curitiba, o bosque não é apenas um memorial ao papa e ao astrônomo polonês Nicolau Copérnico, mas faz uma homenagem ao povo polonês, que trouxeram uma importante contribuição à história da cidade. Lá, os visitantes podem observar casas tipicamente polonesas: a casa abençoada pelo pontífice quando ele esteve na cidade e um museu com maquinários antigos utilizados por poloneses na época da primeira imigração, em 1871. Veja o parque em 360 graus.
Museu Ferroviário

Uma homenagem ao passado ferroviário do estado do Paraná e fica no interior do Shopping Estação, no centro da cidade. Com a fachada tombada pelo patrimônio histórico, o local era a antiga estação, e conta com peças em exposição, fotografias e mobiliários antigos.
Centro Histórico

Imperdível é percorrer o Centro Histórico de Curitiba. Ele preserva a história nas edificações antigas da cidade, quando era ainda chamada de Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. O centro histórico tem uma atmosfera bucólica e aconchegante. Pelas ruas de pedra, conhecemos a Igreja da Ordem, uma das mais antigas da cidade e, obras consagradas, como o Solar do Barão, o Paço da Liberdade e o Palácio Giuseppe Garibaldi, local onde os imigrantes italianos se encontravam.

No Largo da Ordem, aos domingos, acontece uma famosa feirinha de artesanatos, barracas de comidas típicas e muito mais. Veja o Largo da Ordem em 360 graus.
Memorial Ucraniano

No Parque Tingui fica o memorial Ucraniano. Inaugurado em 1995 com réplicas de edificações que mostram o estilo típico da arquitetura dos imigrantes Ucranianos. A principal atração é a réplica da mais antiga igreja ucraniana do Brasil, a de São Miguel da Serra do Tigre, construída em madeira no estilo bizantino, que fica em Mallet, no interior do Paraná.
Ao lado da capela há um campanário, simbolizando a integração dos povos com as terras brasileiras, bem como a importância da religião como mantenedora da unidade cultural. Também na área externa do memorial há uma escultura de uma pêssanka gigante (Um ovo colorido à mão, de origem e tradição eslava. Sua denominação deriva do verbo pysaty -escrever – e simboliza a vida, a saúde e a prosperidade, de autoria do artista Jorge Seratiuk. Há ainda no memorial um espaço para uma exposição permanente de artesanatos, como a pêssankas, pinturas e outros objetos relacionados aos imigrantes, podendo ser visitada gratuitamente.
Bairro Santa Felicidade

O bairro de Santa Felicidade fica a 7km do Centro e preserva muito da cultura trazida pelos imigrantes italianos a Curitiba. A região era a antiga Colônia Santa Felicidade, formada por núcleos coloniais de imigrantes, principalmente, italianos. A ocupação ocorreu de forma mais intensa a partis de 1878, por imigrantes vindos das regiões de Veneto e Trento, no norte da Itália. Os italianos dedicaram-se inicialmente à produção de queijos, vinhos e hortigranjeiros. Pinturas. Santa Felicidade era também um caminho de passagem de tropeiros nos séculos 18 e 19. A parada das tropas, para repouso e alimentação, contribuiu para a tradição gastronômica do bairro.
Nos dias de hoje, Santa Felicidade abriga cerca de 30 restaurantes, alguns com capacidade para mais de mil lugares. Possui, também, vinícolas, cantinas de vinho, lojas de artesanato e móveis de vime e junco.
Parque Barigui

O Barigui, maior parque de Curitiba, é imbatível na preferência dos curitibanos independente do tempo que estiver fazendo. Bem próximo do centro, cercado de bela paisagem com árvores, flores, lago, cidade ao fundo, e várias opções de circuitos para quem gosta de fazer atividades físicas. Site oficial com mais informações sobre o parque.
O parque era uma antiga sesmaria pertencente ao desbravador Mateus Martins Leme, foi transformado em parque, em 1972, pelo então prefeito Jaime Lerner. O nome Barigui tem origem indígena e significa “rio do fruto espinhoso”, em alusão às pinhas das araucárias nativas, ainda encontradas por ali.

Seus 140 hectares abrigam três bosques, com vegetação constituída por capões de floresta primária nativa e por florestas secundárias, presentes a erva-mate, canelas, aroeiras, bromélias e orquídeas, que servem de refúgio para animais, como preás e gambás, e ajudam a regular a qualidade do ar. O imenso lago, com 230.000m2, ajuda a conter as enchentes do Rio Barigui, tão comuns antigamente, e é onde ficam patinhos, marrecos, garças brancas e muitas, muitas capivaras. Veja o parque em 360 graus.