A Ruta 3 é realmente o caminho mais curto, e é a que vai até final do Parque Nacional Terra Del Fuego. Voltamos rápido sem fazer trechos muito longos, que torna a viagem mais tranquila apesar da longa distância.
Primeiro dia, Ushuaia a Rio Gallegos, 586km. Esse é um trecho quase obrigatório, a distância é boa pois temos três aduanas e a balsa para atravessar, como dito na matéria anterior.

Segundo dia, Rio Gallegos a Comodoro Rivadavia, 779km. O vento castigou neste dia, fizemos mais paradas que o normal. O asfalto é sempre bom, exceto próximos a Caleta Olívia, onde fica ondulado e cheio de rachaduras.
Terceiro dia, Comodoro Rivadavia a Puerto Madryn, 439km. Pegamos a estrada tarde pois precisei trocar o pneu da moto, apesar de não achar a medida correta. O vento, apesar de diminuir conforme vamos subindo a Argentina, continua a incomodar. Puerto Madryn merece que passe um dia para conhecer, mas ficará para a próxima.

Quarto dia, Puerto Madryn a Bahia Blanca, 714km. Seria mais curto pela Ruta 251/22, mas optamos por seguir pela 3. A paisagem começa a mudar, aquele deserto já não é tão evidente e começam a aparecer as primeiras árvores e plantações.
Quinto dia, Bahia Banca a Zárate, 758km. Seguimos pela Ruta 3 até Azul pois a estrada segue para Buenos Aires e dormiríamos em Zárate. Além de ficarmos sabendo de algum ponto de interrupção logo após Azul. Neste dia o pior foi o trânsito que aumentou muito conforme nos aproximávamos de Buenos Aires.

Sexto dia, Zárate a São Borja, 776km. Estradas com longas retas, pista dupla, só estava muito calor. Mas é um trecho tranquilo, dependendo de onde irá, tem opção de entrar no país por Uruguaiana, mas a estrada no lado brasileiro não é tão boa. Por isso optei por São Borja, pois pegaria um trecho ruim só até Passo Fundo.
Sétimo dia, São Borja a Passo Fundo, 384km. Foi o trecho mais curto pelas condições da estrada e pelo trânsito intenso. Tive a certeza de estar no Brasil. Mas já estou quase em casa, preferi ser mais cauteloso e parar mais cedo para encontrar um restaurante para comer arroz com feijão, finalmente.

Oitavo e último dia, Passo Fundo a Curitiba, 633km. Não fiz o trajeto mais curto, pela 153 passando por Erechim. Optei por ir até Vacaria e pegar a 116, que está com asfalto muito melhor e o trânsito não é tão intenso. Viagem tranquila, dia quente, e chuva em Curitiba, para variar.
Não fosse o problema com o pneu, na verdade foi falta de planejamento, daria para fazer em sete dias tranquilamente. O vento castigou bastante, e temos que ficar atentos aos postos de abastecimento. Mais escassos conforme vamos descendo. No mais, é uma viagem possível. Vi muitos motociclistas da Colômbia com motos 250cc, então dá pra fazer com qualquer moto, basta respeitar seus limites e os da máquina. No mais, é só aproveitar a paisagem e boa viagem.
Bom dia, qual foi o trecho mais longo sem posto de combustível, vou no final de 2020. Tenho uma MT 07 2019, que faz em média 20 km/l a 120 por hora mas na altitude dos andes deve fazer uns 14 km/l. foi tudo em hotel ou acampou? Nunca acampei, mas tenho curiosidade….vlw abraços
Bom dia Ricardo. Na ida tivemos um trecho de 366km entre Perito Moreno e Gobernador Gregores. Existe um “posto” em Bajo Caracoles, mas não tinha combustível.
Eu levei um galão de 10 litros e usei só uma vez, entre Rio Gallegos e a aduana de entrada na Argentina, uns 300 km, onde tem um posto pequeno. Se esse posto não tiver vc terá mais 70km até o próximo.
Apesar da distância menor, no primeiro trecho que te falei eu andei a 90 pra economizar. No segundo, até a aduana eu não tive essa preocupação.
Nesses trechos utilize a gasolina de 98 octanas, melhora bem a autonomia, e ande mais devagar. É tranquilo.
Para complementar, fui de Harley. Não tem muita autonomia…
Ok. obrigado pela dica, não achei que teria uma distancia tão grande assim, quando andei pelo norte da Argentina o máximo de distancia entre um posto e outro foi de 180 km. Pensava em levar um galão de 5 litros…mas vi que tem que ser um de 10 litros. Acabei de Voltar do Uruguai e lá como na Argentina sempre uso a gasolina de 98 oct. mas surpreendentemente nas 2 primeiras abastecidas a moto gastou mais. ¯\_(ツ)_/¯ depois voltou ao normal. Já na Argentina como subi os Andes gastou um pouco mais mas nas retas o ganho foi insignificante.
Levei um galão de 10 l, mas achei que poderia ter sido um de 5 tranquilamente.
Não respondi antes, mas ficamos em hotéis sempre. Ganhamos tempo em relação a montagem e desmontagem de barracas e espaço na bagagem.
Reservamos sempre pelo Booking.com, tem um link aqui na página mesmo. Mande notícias da viagem.
sim mesmo sistema que eu uso na Argentina e Uruguai, uso o Booking só que aprendi a ver os hotéis e nunca reservar adiantado a não ser que seja feriado, tu pega quarto melhor e mais barato, mas antes olho o Booking para ver como é o hotel…Abraços