De carro pela Bósnia e Herzegovina

Cruzamos parte do país entrando por Montenegro, pela R431, e saindo pela Sérvia, na M5. Foram pouco mais de 360km passando pelas algumas das mais conhecidas cidades da Bósnia e Herzegovina. Os europeus não recomendam conhecer o país de carro pois eles acham que as estradas não são boas. Mas para nós, brasileiros, são excelentes perto das que temos.

A “estrada ruim” para os padrões europeus

O país sofreu muito com uma guerra civil recente, pudemos ver alguns lugares bem destruídos e ainda se nota uma insatisfação em Sarajevo, de parte da população, com o tratamento recebido pela ONU na época do “Cerco a Sarajevo”. Vale a pena entender o que aconteceu por lá antes de visitar.

Nossa primeira parada foi em Mostar para conhecer a parte antiga e a famosa ponte sobre o rio Neretva, que divide a cidade. A ponte, construída no século XVI, foi reconstruída em 2004 após ser derrubada durante a guerra da Bósnia. É um lugar interessante de passar o dia e bem movimentado a noite também.

A ponte sobre o rio Neretva em Mostar

Saindo de Mostar, cerca de 50km pela E73, passamos em Jablanica. A cidade é um importante centro turístico para os praticantes de esportes de aventura, mas nosso interesse era conhecer o memorial da Batalha de Neretva, mais curiosamente a ponte que ainda esta dentro do rio como símbolo da batalha.

Um dos símbolos da batalha de Neretva, em Jablanica

Em Sarajevo fomos surpreendidos positivamente pela bela cidade, pelo animado centro e pela população alegre e cordial, apesar do que viveram recentemente. É legal conhecer a Ponte Latina, construída em 1541, o Museu de Sarajevo e algumas das várias Mesquitas. Passear pelo centro da cidade, onde ainda existem muitas construções com as marcas da guerra, já é muito interessante.

A histórica Ponte Latina, em Sarajevo

Saindo de Sarajevo com destino a Sérvia, nossa próxima parada, ainda passamos em Visegrad, onde existe mais uma ponte famosa na Bósnia e Herzegovina, a Ponte Mehmed Paxá Sokolovic. Essa, construída em 1577, representa o topo da arquitetura e engenharia otomana. Ela também é conhecida pelo livro “A ponte sobre o Drina” escrita por Ivo Andríc, ganhador do Nobel de Literatura.

Deixe uma resposta