Saímos de Torres com tempo fechado e previsão de chuva no trajeto inteiro, que não se confirmou, apenas um trechinho já próximo do destino teve uma pequena chuva. A estrada é a conhecida BR-101, duplicada, com acostamento e velocidade de 110km/h. Então, não temos muito que comentar sobre.

Poderíamos ter ido direto a Curitiba, daria pouco mais de 550 km, mas já estamos pensando na próxima viagem e fomos encontrar com uns amigos em Palhoça-SC que irão em março para o Atacama, no Chile, e em Machu Picchu, no Peru, e possivelmente iremos juntos nessa. Dormimos em Palhoça para seguir viagem no dia seguinte.

Último dia de viagem, trajeto curto de 300 km para almoçar em casa com as lembranças da viagem. A estrada é a mesma BR-101, mas considero o trecho mais perigoso de toda a viagem, não pelo asfalto (que também não é uma maravilha), mas pelos motoristas irresponsáveis que transitam neste pedaço. Não existe limite de velocidade para eles e ultrapassam por todos os lados, inclusive acostamento. Não há uma lugar seguro, temos que ficar com um olho na pista e outro no retrovisor.

Saímos novamente com tempo fechado e a chuva veio dessa vez perto de Barra Velha-SC. Nos preparamos bem para essas situações, procuramos muito o que existe de bom em roupas e equipamentos, isso fez uma diferença enorme pois não precisávamos parar para colocar capas de chuva e etc. Então ficamos pensando no que levamos e funcionou e no que levamos e não funcionou, no que deu certo e no que deu errado. As roupas cumpriram seu objetivo, e vamos preparar um post sobre isso. Saber o que levar pode ajudar muito a quem pretende fazer uma viagem longa como essa.

E chegamos em casa 7.800 km depois do primeiro abastecimento em Curitiba. Cinco países, 25 dias, muitos lugares legais, paisagens que nunca imaginamos que veríamos, frio, calor, chuva, muito sol e uma certeza, que haverá uma próxima.
