Hoje sentimos a sensação que a viagem estaria terminando pois já dormiríamos no Brasil. Saímos de Punta pela Estrada 10 beirando a costa pois a ideia era voltar para a principal, que nos levaria ao Chuí, mais adiante para podermos passar na Ponte Ondulada (Puente Leonel Vieira), que é uma divertida obra de engenharia.

Pegamos então a estrada 9 e mais uma vez nota-se que a paisagem, bem mais verde, se assemelha muito ao sul brasileiro. Outra coisa bem interessante que nos deixou curioso na hora é que na estrada existe uma pista de pouso de emergência. Isso mesmo, a estrada se alarga, vê-se as faixas brancas características de um aeroporto e segue assim por dois km. Dizem que está desativada, mas a pintura da pista não parece ter muito tempo.

E chegamos ao Chuí. Em todas as fronteiras que entramos fomos parados, pediram documentação nossa e da moto e mais algumas exigências de cada país, menos no Brasil. Não olham quem entra e quem sai. Foi assim em Foz do Iguaçu e agora no Chuí…

Seguimos pela RS 471, entre as lagoas mirim e mangueira e foi um dos trechos mais bonitos da viagem. Na Estação Ecológica do Taim ficamos emocionados com a beleza do lugar. Uma água super azul dos dois lados da estrada com muita, mas muitas, aves em seu habitat natural. Imaginamos que não só aves vivam por ali, mas foi o que conseguimos ver. O trecho parece ser longo pela limitação de 60km/h de velocidade, mas vale muito passar por lá. Parece que a limitação de velocidade é só para os mortais, pois fomos ultrapassados por uma caminhonete da Receita Federal que devia estar a mais de 100…

O roteiro normal seria seguir pela mesma estrada com sentido a Porto Alegre, mas decidimos dormir em Rio Grande para continuarmos a viagem pelo início da BR-101, naquela pontinha do Rio Grande do Sul entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico. Então, vamos dormir que amanha pegaremos a balsa para São José do Norte.