Impressões: Da Nang – Vietnã

Por Dani Moro (@soudanimoro)

Embora me reconheça mutante e adaptável, percebi falhas em minhas verdades… sempre que passo um tempo em algum lugar agradável, resisto em gostar do novo. Ou seja, Da Nang precisa se esforçar para que eu esqueça minha paixão por Hoi An.

No caminho de 40 minutos entre as cidades, quilômetros de resorts imensos e chiquérrimos. Logo eu, tão apaixonada por cimento queimado, cacos de ladrilho, copo americano… que nunca entendi a graça de ficar em um lugar confinado… navios… resorts…

Chegamos no apartamento, resolvo sair para jantar, queria um *date com Da Nang… vai que rola um clima! De verdade? Não rolou… eu acho que a paixão vem do borogodó, da originalidade, do desalinho autêntico e único… e isso Da Nang quase não tem! Menina de unhas feitas, roupas da moda … algo muito previsível… bonitinha, mas não rolou paixão.

A ponte da mão, famosa… essa seria a chance de mudar a primeira impressão. Então… lá vou eu! Entro no teleférico, preciso ficar por mais de 20 minutos suspensa em altura gigantesca para chegar a dita ponte, e percebo que essa história de ver a floresta de cima para ter uma visão melhor é uma besteira… como diz minha mãe, de cima tudo parece um grande brócolis. A gente vê melhor do chão… é… acho que sou da base, do povo… de andar no chão e deitar no cimento queimado…

Marketing Director, Strategy, Brand Creation and Development, Digital Media, Communication Strategy

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