Por Dani Moro (@soudanimoro)

Como foi boa a escolha de ir de ônibus para Siem Reap; estava com saudades de ver a paisagem pela janela. Sempre moramos longe da família, então paisagens pela janela me são familiares e têm uma memória afetiva. A vista me encantou, principalmente por conta das casas de pernas altas. As casas na estrada ficam no segundo andar, e o térreo é um vão com poucas madeiras finas, parecendo pernas de garça.
Ficamos próximos ao Palácio Real, pois a cidade é agitada e ficar no centro seria um terror, muitas festas e muito barulho. Especial passar o Ano Novo em um lugar com um significado tão forte. A maior construção religiosa… logo eu, tão apaixonada pelo Ano Novo. Dia do aniversário do meu Pai. Um dia especial. Eu, a rainha da superstição, tinha uma lista de mandingas! Mas havia algo novo, a bênção das águas dada pelos monges budistas… fiz de tudo para poder ter minha bênção no dia do ano novo.
Chegar ao complexo de Angkor é algo mágico. Como pode tanto detalhe, feito há tanto tempo, esquecido aqui… Como alguém pode abandonar algo que eu sentia vontade de abraçar e ficar. O muro da minha casa certamente não durará um décimo do tempo que estas construções gigantescas vivem… onde será que estudaram os engenheiros responsáveis? Onde chegamos à conclusão de que o conhecimento vem apenas da escola?
As raízes indescritivelmente gigantes, invadindo os templos, me deixam em um estado completamente alterado de consciência. Eu realmente passei por todos esses templos em transe. Uma beleza profunda, com uma complexidade gigantesca em um lugar tão simples… tão sofrido… tudo tão inexplicável…
Foram 13 dias, e eu certamente passaria muitos outros em um lugar que parece o quintal do meu mundo imaginário.
Não permite Deus que eu me esqueça, tudo que vi por aqui!
