Impressões: Ubud – Bali

Por Dani Moro (@d.a.n.i_m.o.r.o)

Com uma gripe que me suga todas as energias e uma dor no ciático que denuncia a minha idade, me despeço de Ubud. Embora a cidade tenha mais bares, lojas e restaurantes, confesso que cheguei sentindo saudades da vibe de Canggu. As primeiras atividades foram meio decepcionantes… Muito voltadas para turistas… a visita à empresa de café, a visita à floresta dos macacos, a visita ao primeiro terraço de arroz. Tudo parecia um pouco chato até chegarmos ao templo de Tirta Empul. A preguiça com as atividades até então me fez chegar ao templo desanimada, mas bastou colocar o sarongue colorido para entrar no templo que minha energia mudou completamente. Comecei a ficar completamente interessada pelo tema, e nosso guia, normalmente não usamos, mas por acaso ou não, decidimos ir com guia, começou a nos explicar detalhadamente os processos e rituais, e no final da explicação, ele disse: se não quiserem orar, não precisam. Eu pensei… como não precisar… precisa sim!

Quando me vi com a cabeça na fonte, uma paz gigantesca me inundou. Não sei dizer se foi a energia ou a disposição em acreditar no processo, mas algo me fez ficar completamente tomada por aquele sentimento profundo. Estava integrada ao local… sem a menor vontade de sair ou ir embora. Esta sensação de pertencimento só foi aumentando… caminhei pela rua da casa da Julia Roberts em “Comer, Rezar e Amar” como se pudesse encontrá-la e dizer bom dia!

Fiquei horas em cima de uma scooter para ver o terraço de arrozal que é patrimônio da UNESCO, completamente feliz. Chorei ao ver tanta beleza. Quanto à gripe e ao ciático … isso passa! A magia de Ubud… essa sei que não. Agora é hora de ir para Nusa Penida pegar uma prainha…

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