O trecho mais complicado da viagem até aqui. Não foi longo, 470 km, mas a estrada é deserta mais da metade do tempo. O primeiro trecho até Luján é tranquilo, com as já conhecidas retas enormes e alguns lugarejos pequenos mas bem cuidados.

O pior é depois de Luján. São 185 km de retas no meio do nada até o próximo posto de combustível, em Encón. Com velocidade máxima de 120 km/h você só desacelera de vez em quando para não atropelar os bodes que atravessam calmamente a estrada em alguns pontos.

A paisagem é bonita mas a viagem é desgastante pelo calor e pelos pensamentos que não deixam de vir a cabeça, “se a moto quebrar como eu saio daqui?”, “será que se andar no limite o combustível vai dar?”. Em certos momentos até bate a dúvida se aquela estrada é mesmo utilizada, já que passa carro de vez em quando.

Depois da parada em Encón os ânimos melhoram, faltam pouco menos de 150km para Mendoza, já existe algum movimento na estrada, outras cidades para cruzar, e, principalmente, postos de abastecimento pro caminho. Aí os pensamentos que vêm a cabeça são outros, “será que acho um espumante gelado no hotel?”.
